Encontrar o sistema de jogo em que os
jogadores se sintam melhor é o primeiro objectivo dos Pretos na
construção duma equipa forte. Há casos, porém, que fogem à lógica. Os coletes é uma equipa que salta de sistema em sistema,
imprevisível nos seus movimentos. Já os vimos com 7 jogadores, clássicos, e com outros 2 ou 3 novos, sistema de três centrais, ou o tradicional com configurações diferentes, como foi ainda o caso nesta ultima jornada.
A chave para tal acontecer está nas
características e potencialidades móveis dos jogadores, sobretudo
médios-ofensivos e avançados que os coletes tentam procurar.
O jogo que o colocou como líder os Pretos sofreu, após
quatro minutos, aludindo ao
formato geométrico do meio-campo dos coletes. O mais sedutor desta “formação” é, porém, que ela está em permanente mutação e, durante o jogo,
pode voltar ao tal “diamante”... empurrado por Jason mais uma vez.
Há jogadores fundamentais para essa maleabilidade e outros que passaram a ser essenciais depois de transformados como aconteceu como o guardião dos coletes - achado inicialmente de fraca potencialidade.
Na clássica opção pela dupla atacante,André e Maleiro moveram-se soltos por toda a frente de ataque,
mas com a capacidade bífida que têm de jogar em profundidade (nas costas
dos defesas em desmarcações) como em largura (buscando os flancos).
Tanto podem, mantendo-se mais centralizados, desenhar a
clássica dupla atacante, como um deles cair mais para a faixa, e, com até o Chico, extremo puro, encostado na outra, redesenhar quase outro sistema táctico.
No coração do meio-campo, o
jogador-camaleão é Luis, que cresceu ao passar da ala para o centro
ou sobre a meia-direita. Mais ofensivo, Miguel é quem pegou na posição nº10 ou descai entre a faixa e a meia-esquerda e/ou direita. A
outra opção, como médio puro na relação zonas interiores-faixas, é J. guilherme (que tentou substiuir André, fez com os vértices laterais, mas
sobretudo com missão de pegar no jogo la fora ou melhor la para frente). Nessa altura, a
mobilidade Preta é apoiado por Nando e ou Pedro,
segundos-falsos meios - avançados, conforme a dinâmica adquirida
pela jogada atacante.
A referência que nunca mudam mas que
também se reciclou posicionalmente foi Flavio que saiu lesionado. Perto dos 30 anos, já não
pode ser o Nando “box-to-box” do passado. Lendo a sua visão de jogo e
passe, Nando tornou-o no pivot da equipa, o “holding role”, como lhe
chamam os ingleses, em tradução livre, o jogador que segura as rédeas da
equipa pela ausência do capitão João desaparecido à 2 semanas.... É das definições mais felizes para esta posição/missão.
Mas ficou a ideologia de Nando em querer transformar o seu jogo num modelo de “equipa de
posse” dentro do futebol, que acabou por se lesionar por inveja dos colegas já sofridos.
Continuando com essa inspiração, Chico não
deixou de fazer mutações. Agora, também procurava outras
variantes, de sistemas e modelo, com, por vezes, um jogo “mais
profundo”. Tudo em perante mutação, até no próprio decorrer do próprio
jogo. Quim realizou um jogo em grande com exelente exibição. Nada pode fazer nos golos sofridos.
Apesar do excelente trabalho dos Pretos a vencerem por 4 X1, isso só é possível com
jogadores da casta desta equipa, a alma das transformações com a
baliza sempre nos olhos. Tivemos a ganhar e até a levar outra
questão.... podaríamos marcar mais ?? Existem outros valores (equipas) em sobrecarga, quando ainda Chico, André, J.G e Pedro ainda não descansaram do torneio de Vila Verde. No final o resultado ficou em 5 X5 bem saídos, e, porém, se jogadores Pretos marcasse 2 flagrantes, ainda no final, golos estávamos a frente.
Para Sábado, necessitamos de jogadores. Pedro, J.G, Nando, Z. Gde e Flávio estão fora da convocatória.
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